
25.2.06

A lei do equilíbrio é clara, impiedosa. Uma balança saiu do ventre da minha mãe, logo após meu nascimento, num outubro desses como tantos. Saiu, e nela havia escrito: serás a dubiedade que anda; Uma bola ganharás a fim de fazer gols, e sua bicicleta será roubada; Chegarás finalmente ao mar, um sorriso abrirá seus braços, e a chuva lhe tirará o sol, e o mar ficará escuro e frio; Verás o sol morrer, para dar lugar à lua, e sua respiração tornar-se-á forte e trêmula; Verás a verdade, e ela será mentira, e terás que chorar escondido; As lágrimas felizes chegarão, e metade sua estará
afundando.
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O que habita
:: 12:11 AM ::
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14.2.06

A capacidade milimétrica dos equilíbrios, assim são meus tempos. O quanto sorrir, o quanto falar. Falo muito, às vezes. O jogo requer não falantes, pois, como já se sabe, é esse o câncer da linguagem. Falo o que vem do in, geralmente procurando curar cânceres [/contradição], quase sempre meus, ou não, ou como se buscasse desesperadamente alguma segurança, puxando da água algo firme, e afundando. E afundarei, EU SEI, e sinto, pressinto, tudo, como sempre, eu sei, do mais de dentro do ser, e vai doer. Muito. Afundarei.
Poucos me reconhecem enquanto leciono, como um ser possesso fazendo outros rirem. Segurança.
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O que habita
:: 3:18 AM ::
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3.2.06

Coisas novas estão à vista; trabalho versus vida, que é pró-vida. Simples: Enquanto produzo, deixo de viver o que dantes vivia, porém, não havia meios para tal. Outro porém: enquanto produzo, adquiro meios para viver o que dantes não vivia, só que agora produzirei ao invés de. Tá, tá.
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Queria ir mais à praia.
Queria minha bicicleta.
Queria pagar minhas contas e viajar.
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Eita, eu aqui praguejando enquanto que a felicidade diz "ei, eu tô aqui, tá cego?"
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O que habita
:: 3:05 AM ::
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