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Aqui Serennus, meu Alter-Ego, irá falar sobre sua vida e obra. Outros Alter-Egos podem aparecer por aqui, mas não será sempre, não se preocupe.
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Blog do Serennus
Sábado, Julho 31, 2004

Sobre os ismos
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Es
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Pis
Mo
Caso haja alguém que nessa Terra
Que Diga
Que aquela coisa maravilhosa que une duas pessoas
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Caso haja alguém que nessa Terra
Que Diga
Que isso é mais um -ismo
Convocarei em praça pública
suicídio coletivo
:: Postado Por
DYEGO FERNANDES SARAIVA
:: 12:13 AM :: :- | Comente aqui.
Quinta-feira, Julho 29, 2004

:- |
é...
não fui pra aula hoje.
estou com...
frio.
O medo da vida
a
tira
:: Postado Por
DYEGO FERNANDES SARAIVA
:: 10:20 AM :: :- | Comente aqui.
Terça-feira, Julho 27, 2004

por que eu não pedi demissão
:- | "Good afternoon, kids!". E assim começo a aula na quinta série. Depois falamos um pouco sobre como foi a semana, a vida, tudo em inglês, claro.
:- | "Hoje, vamos aprender o--hum, Hoje vamos LER!" Ora, resolvi anarquizar o negócio. O estranho foi o "Oba!" geral que ouvi logo depois. É revigorante dar aula para a 5ª série: Sempre dispostos, com a sede de aprender dos que não foram corrompidos pelo mundo fácil exposto pela mídia de massa nem por professores desmotivados/desacreditados.
Volto da biblioteca carregado de livros da série "Vaga-Lume", série que eu lia muito na idade deles e aposto que você também já leu algum.
"'O Enigma da Televisão', quem vai querer?". Ninguém se manifesta, até que eu começo a ler a sinopse: "algo misterioso acontece quando...". Uma multidão de Eus pode ser ouvida à distancia.
E assim sigo com a entrega dos livrinhos. Anarquizando. Dando-lhes o tão esquecido "prazer de ler", prazer que tive que descobrir sozinho. Dando-lhes a condição de conhecer outras realidades, outros mundos, outras pessoas. Se isso é aula de inglês? Bah, a escola serve para LIBERTAR as pessoas, não faço outra coisa além da minha OBRIGAÇÃO.
E os por 45 minutos eu observo, com um sorriso no rosto, meus alunos sendo libertos.
...
:- | Um super-obrigado àqueles que me ajudaram nesta semana que passou. Não vou entrar em detalhes, mas posso dizer que foi uma semana bem difícil pra mim. Obrigado mãe, por não ter me deixado perder a cabeça contra meu chefe e Obrigado Barbara- a minha Bá- por ter cuidado tão bem de mim essa semana. A cada dia que passa eu te amo mais, minha filósofa.
:: Postado Por
DYEGO FERNANDES SARAIVA
:: 6:08 PM :: :- | Comente aqui.
Segunda-feira, Julho 19, 2004

Estou em casa. Minha cabeça dói. Ler o inferno de Dante. Meu violão tá desafinado. Pedir demissão. Estudar linguística. Britney na tv. Ler filosofia. Não tenho dinheiro. Tomar um banho. Tô com saudade...
Escrever um post alegre.
:- |
:: Postado Por
DYEGO FERNANDES SARAIVA
:: 6:37 PM :: :- | Comente aqui.
Sexta-feira, Julho 16, 2004

Minha mãe me procurou logo depois que eu tomei banho. Procurava aquele que respirava tão forte que podia ser ouvido por detrás das paredes. E no quarto, escuro, eu chorava.
Isso não se faz. Não se faz com a pessoa. Não se destrói a paixão de alguém dessa forma.
Sinto-me violentado, uma mulher depois de um estupro.
A profissão que estou, é por que eu ESCOLHI. É o que eu GOSTO de fazer. Eu sou um intelectual, um pensador. Eu FORMO pensadores. Enfim, sou PROFESSOR.
Fui violentado por que nesse país não se formam pensadores, intelectuais, não, eles não querem isso. Eles querem MÃO-DE-OBRA para trabalharem em coisas, fazerem coisas, venderem coisas.
5 aulas de matemática.
5 de português.
3 de história.
2 de inglês.
Não formamos pessoas,
formamos mão-de-obra.
Eu não sei bater carimbos.
Brasil: Um país-colônia-terceiromundista-de-mão-de-obra-barata-e-imediata-onde-tem-boas-prostitutas,-novelas,-CATARSE.
Num país de mão-de-obra, enchemos o rabo da burguesia de dinheiro.
Num PDM-D-O, Pensadores devem ser pagos com COMIDA, Formadores de opinião, DOMESTICADOS.
Há mais de 10 anos eu não chorava.
Chorava por que os carimbos me esperam.
:: Postado Por
DYEGO FERNANDES SARAIVA
:: 6:54 PM :: :- | Comente aqui.
Quinta-feira, Julho 08, 2004

Eu tenho um lado Freud.
Eu tenho um lado Sócrates.
Eu fui uma criança que de um estalo virei adolescente e em outro, adulto. É como a teoria da evolução em saltos; instantânea.
Um adolescente à frente dos que os rodeavam, maduro. Em suma: esquisito.
E esse esquisito, como sempre acontece, foi deixado de lado, isolado dos normais, pois, ora, como lidar com uma pessoa que não ri com trocadilhos?
Então eu me isolei.
Ou me deixei isolar.
O Tristonhus nasceu justamente nessa época turbulenta em que eu passei a analisar todos os movimentos dos que me rodeavam.
Era a minha defesa.
Via cada movimento, cada nuance, cada idiotice deles e dizia a mim mesmo: "É...não vale a pena ser como eles."
Eu via cada partida jogada, cada lance de pontos, cada puxa-saquismo, cada humilhação por um pouco de afeto, e aquilo me esbaldava, me dava nojo, me dava diversão.
Diversão.
Então eu dissimulava a cada pergunta idiota ou óbvia quando questionavam meus valores.
"Deus? Quem é Deus?"
" Você REALMENTE gosta de brega?"
"Por que você pensa assim?"
Eu era um perigo.
Com isso ganhei respeito da maioria e... como isso é irônico...eles não me queriam como inimigo.
Pois é. Esse fui eu.
Se eu mudei?
Eu sei o que é a mentira.
Todos os tons e cores, incluindo a branca.
minta para mim.
minta.
Faça do Tristonhus o rei.
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DYEGO FERNANDES SARAIVA
:: 7:02 PM :: :- | Comente aqui.
Sábado, Julho 03, 2004

Em Barcelona. Rapsódia 2.
São mais de meio-dia do vinteesete. Estou subindo uma trilha de mato e folhas. E pedras. São umas oito pessoas, mas poucas delas vão chegar ao nosso destino.
Faço piadas. Estou extasiado. Um jato de adrenalina me percorre o sangue e faz-me perceber os perigos com mais clareza. Bárbara está na minha frente. E eu a sigo. Sigo cegamente. Nunca confiei tanto numa pessoa não-família na vida.
Ia até o inferno com ela.
Chegamos numa subida de ângulo quase noventa e alguns já retornam. Jamais eu voltaria dali. Subo numa parede onde atrás de mim há uma gruta de vinte metros de altura. Uma delas chora. Outras tremem. Mas eu, eu não tenho medo.
Bárbara está comigo.
A visão é estupenda. Dá para ver a maravilhosamente pequena cidade de Barcelona, rodeada por uma vegetação crescida pela chuva. Sim, se chove no sertão. E chove muito.
Em redor vejo as serras, serras que nem sei o nome, encobertas pela névoa. Meus sentidos se esbaldam com aquilo tudo.
Sentado, junto com a Bárbara- a minha Bá- tremendo de frio...
...tenho vontade de chorar. E não pela primeira vez.
:: Postado Por
DYEGO FERNANDES SARAIVA
:: 12:53 PM :: :- | Comente aqui.
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